Pensando que este tema pode estar na escolha da turma para intervenções em Roça Grande, vale revisar o que foi feito no começo da disciplina e apontar pontos positivos e negativos apresentados. Nos apontamentos apresentados pelos professores Felipe e Marcelo ressaltamos os seguintes itens:
a) Que a agricultura urbana faz parte de um ciclo logístico de abastecimento urbano, onde produção, distribuição e consumo se integram para a democratização do acesso aos produtos agrícolas;
b) A agricultura urbana pode ser projetada como trabalho comunitário para garantir o fomento à segurança alimentar em comunidades carentes, em mutirão e/ou trabalho voluntário;
c) A agricultura urbana pode ser projetada como equipamento urbano de luxo (produzir o seu próprio alimento com mais qualidade);
d) A agricultura urbana pode ser projetada como geração de renda (pontos de trabalho de cultura livres para venda de produtos em feiras livres);
Dos projetos apresentados identificamos os seguintes pontos fortes:
a) Identificar espaços que tradicionalmente já são usados como pontos de comercialização de alimentos foi uma boa estratégia, fortalecendo a identidade da proposta ( Foi o caso do Mercado Central no Big Maracujá e na Horta Virtual);
b) O uso de técnicas de “produção Limpa” ( principalmente hidroponia e compostagem) em áreas urbanas consolidadas conseguiu diminuir o impacto da intervenção, integrando atividades pré-existentes e a nova atividade de produção de alimentos;
c) O uso da internet foi usado adequadamente, mesmo que apenas como divulgação de produtos, ou como e-comerce para potencializando todo o processo, captando clientes, promovendo a cultura do negócio – cursos e informações e divulgando produtos;
d) Outro potencializador das propostas foi integrar a produção de alimentos com os programas públicos de merenda escolar ou com restaurantes no entorno, estabilizando a demanda de produtos (proposta Fome zero, saúde+; sacolão no estacionamento; vinícola + hotel; projeto vida verde);
e) Aproveitamento de edificações sub-utilizadas para a produção ( fachada do JK; teto mercado central; Ed. Balança mais não cai; canteiros centrais de avenidas);
Agora os pontos fracos:
a) Pouco questionamento sobre a logística de abastecimento, que também pode ser uma oportunidade de projeto. A não ser pela produção de alimentos em si, as demais atividades parecem não ter sido questionadas, como o transporte e distribuição de produtos, os insumos como adubo, água e sol disponíveis, e a organização da produção em si (turnos, cooperativas, tipo de associação, etc.);
b) Pouco envolvimento no design/projeto e inovação do mobiliário/equipamentos/utensílios a serem utilizados nos processos da produção à venda;
c) A escolha mais frequente se deu por equipamentos de consumo de luxo;
d) Em alguns casos a internet parece timidamente, como um adereço, apenas para constar, e não como mediação da produção. O potencial desta ferramenta é maior do que foi apresentado;
Há 14 anos
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