quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Auto-Avaliação das Propostas - Exame Suplementar
Entrevista Enrique Peñalosa
Numa cidade avançada, ricos usam o transporte público.
Para Enrique Peñalosa, prefeito de Bogotá de 1998 a 2001 e responsável por iniciar a
implantação do Transmilênio, sistema de ônibus rápido, nenhum transporte público resolve o problema do trânsito se os carros não forem retirados das ruas. Em São Paulo para o Urban Age, conferência internacional sobre urbanismo que acabou ontem,Penãlosa,
que hoje atua como consultor, falou à Folha sobre a importância de uma boa calçada e de um transporte público eficiente e disse que a cadeira de rodas é a melhor máquina de planejamento urbano. (por MARIANA BARROS)
FOLHA - O que faz uma boa cidade?
ENRIQUE PEÑALOSA - Jan Gehl [urbanista dinamarquês que defende que as cidades priorizem ciclistas e pedestres] diz que é aquela em que os moradores têm vontade de sair de casa, estar nas ruas -não no shopping. Uma cidade tem de ser boa para as pessoas mais vulneráveis: crianças, cadeirantes, idosos, pobres, ciclistas. Transporte não faz ninguém feliz, é apenas necessário, como água potável. Mas se há um parque, isso faz as pessoas felizes. O desafio é criar a cidade para as pessoas, e não para os carros.
FOLHA - Que coisas melhoram a vida urbana?
PEÑALOSA - Os parques são algo necessário ou um luxo? Acho que as pessoas precisam, sim, de um espaço desses, não para sobreviver, mas para serem mais felizes. Todos em São Paulo jogam bola. Por que não há campos ou quadras públicas?
“Podemos medir a qualidade de uma cidade apenas julgando o espaço dedicado ao direito à brincadeira. Certamente aqui está uma das razões associadas à violência. Na semana passada ocorreu, em São Paulo, um encontro sobre o futuro das metrópoles, organizado pela London School of Economics, em que, entre outros assuntos, se discutiu a segurança. Foi exibido o caso de Medellín, na Colômbia, que chegou a ser o lugar mais violento do planeta, com 368 mortes por 100 mil habitantes. Só para comparar, note que, neste ano, o índice de assassinatos na cidade de São Paulo gira em torno de 13 por 100 mil habitantes e não nos sentimos seguros. Além, claro, de ações policiais e de infra-estrutura, Medellín criou praças, parques e ciclovias. Abriram-se as escolas nos finais de semana e se montou uma rede de monumentais bibliotecas que mais parecem parques de diversão. Tudo isso se converteu no prazer da convivência e da descoberta que, em essência, significa brincar. O índice de assassinatos em Medellín baixou,neste
ano, para 25 por 100 mil.” (GILBERTO DIIMENSTEIN, Brincar faz bem à saúde, Folha de São Paulo, domingo, 7 de dezembro de 2008.)
FOLHA - O que caracteriza uma cidade avançada?
PEÑALOSA - Temos uma idéia de que progresso é ter mais pessoas usando carros, mas nas cidades mais avançadas do mundo, como Zurique, na Suíça, ou Tóquio, no Japão, as pessoas quase não usam automóvel. Uma cidade verdadeiramente avançada é aquela em que os ricos usam transporte público, caminham e vão a parques. O contrário disso é quando os ricos usam helicópteros, vão a clubes fechados, a shoppings, moram em condomínios. Avanço é o que acontece no Central Park, em NY, onde 50 bilionários andam ao lado de pessoas que nem sabem onde vão dormir naquela noite.
FOLHA - Como fazer isso?
PEÑALOSA - Precisamos de segurança, diminuir a criminalidade. Agora, para fazer com que as pessoas usem transporte público é preciso restringir o uso de carros. Muita gente em SP tem carro, mas usa metrô. Não é porque adoram o metrô, mas porque é mais rápido, não precisa estacionar. De um lado, é preciso melhorar o transporte público; de outro, é preciso restringir o uso de automóveis. Há varias maneiras de se fazer isso. O rodízio é uma delas. Nenhum transporte público do mundo acaba com oscongestionamentos. A única maneira é restringir o uso de carros. Tem de haver restrições a estacionamentos, sobretudo nas ruas. Outra forma é criar uma taxa, como em Londres, ou rodízio, como em SP e Bogotá.
FOLHA - Deve-se combater o carro?
PEÑALOSA - Não estou falando de restringir a compra, de colocar taxas na compra. É bom que as pessoas tenham carro, para poderem viajar, sair à noite. Elas só não devem usá-lo nas horas de pico. Vamos cobrar pelo uso, não pela aquisição. Ou cobrar mais caro pelo combustível. Gasolina no Brasil deveria custar três vezes mais, e o dinheiro arrecadado deve ser investido em transporte.
FOLHA - É preciso optar entre carros ou pessoas?
PEÑALOSA - É possível medir a democracia analisando como o espaço público é distribuído entre pedestres, ciclistas, ônibus e carros. Quanto mais tender para os primeiros, mais democrática será. É uma questão política, não há nada técnico nisso. Se houver mais espaço para carros, haverá mais carros; menos espaço, menos carros. As cidades ricas, há 15 anos, decidiram não fazer mais vias para melhorar o trânsito.
FOLHA - A piora é porque a população está crescendo?
PEÑALOSA - Não. Pode parecer que fazer mais estradas melhora o trânsito, mas isso não é verdade. Você conhece uma única cidade do mundo que tenha resolvido o problema do trânsito fazendo vias maiores? Não há. Nos EUA, apesar das estradas gigantescas, o trânsito piora a cada ano. O que gera o trânsito é o número de viagens que cada automóvel faz e as distâncias que percorrem. Construir túneis e viadutos só faz com que os carros vão mais longe e façam mais viagens. Nos primeiros anos, isso alivia o trânsito, como já ocorreu em SP. Depois piora de novo.
FOLHA - É uma questão cultural?
PEÑALOSA - Sim. A classe média, que tem carro, só quer mais espaço para os carros. Vão do estacionamento do prédio ao estacionamento do escritório, ao estacionamento do shopping, ao estacionamento do clube e podem passar meses sem andar em um quarteirão. A única coisa que querem do governo é polícia e rodovias. Querem metrô não para usar, mas porque querem que os ônibus vão para o subsolo. Não querem que o ônibus tire o espaço dos carros.
FOLHA - É melhor investir em ônibus ou em metrô? PEÑALOSA - Em SP, há três vezes mais gente usando ônibus do que metrô; é muito mais prático e barato. Londres, para 10 milhões de habitantes, tem 1.850 km de metrô. Proporcionalmente, SP, que tem 20 milhões, teria de ter 3.700 km de metrô [Grande SP tem hoje 322 km de transporte urbano sobre trilhos]. Ainda assim, Londres desloca 1 milhão a mais de pessoas em ônibus do que em metrô. Mesmo com metrô, é preciso um bom sistema de ônibus. A linha amarela que está sendo construída custa mais de US$ 150 milhões por km. Cada passageiro custa US$ 1,50. O Transmilênio custa US$ 10 milhões por km e cada passageiro, US$ 0,50. Leva 45 mil passageiros por hora por direção. Não estou dizendo que é melhor ou pior, mas é bom o suficiente.
FOLHA - E as calçadas?
PEÑALOSA - Calçadas são parte do sistema de transporte, porque a jornada começa quando saímos de casa. Uma calçada boa é símbolo de que o cidadão que caminha tem o mesmo valor de outro que tem um carro de US$ 30 mil. É símbolo de democracia. O que diferencia uma cidade boa de uma ruim é a qualidade das calçadas. As de SP estão muito melhores agora do que há dez anos, principalmente nas áreas mais centrais. Se eu pudesse, amarrava o secretário de Planejamento numa cadeira de rodas e diria: vá andar pela sua cidade! Uma cadeira de rodas é a máquina do planejamento urbano.
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Considerando os conceitos e perspectivas do texto acima e associando-os aos conceitos desenvolvidos ao longo do semestre1 pelo Ateliê Integrado 3, responda às mesmas questões da Folha feitas ao prefeito de Bogotá contextualizadas à sua proposta.
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1. Como seu projeto contribui para fazer uma boa cidade?
2. Que coisas no seu projeto melhoram a vida urbana?
3. Seu projeto contribui para caracterizar uma cidade avançada?
4. A sua proposta tende a optar por carros ou pessoas?
5. Sua proposta interpreta uma questão cultural?
6. E as calçadas?
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Conceitos desenvolvidos pelo Atelie 3 ao longo do semestre:
Comunidade
Rotina | Cotidiano
Experimentar | vivenciar espaços urbanos
Água
Lazer (Parque)
Agricultura Urbana
Mercado
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FINALIZAÇÃO DO ATELIE INTEGRADO 3 2009/2
- Amanda Menezes
- André Facury
- Carlos Hartl
- Débora Travassos
- Paloma Braga
- Wesley Pacheco
Alunos que deverão fazer Exame Suplementar
- Fernanda Regatos
- Fabiana Pereira
- Leticia Galinari
- Partícia Brito
RETORNO INDIVIDUAL DOS TRABALHOS
Alunos interessados em ter um retorno individual do trabalho poderão agendar um horário com seu professor orientador amanhã entre 19 e 21h no Atelie. Entrem em contato com seu professor orientador por email.
RETORNO GERAL DOS TRABALHOS E AVALIAÇÃO FINAL DA DISCIPLINA
No início do próximo semestre, faremos um debate com todos os professores envolvidos no Atelie Integrado 3. Este debate fará uma avaliação da disciplina no contexto do curso e serão destacados e apresentados os melhores trabalhos/propostas deste semestre.
EXAME SUPLEMENTAR
Alunos em exame suplementar terão até o dia 18 de dezembro, sexta-feira complementar o trabalho final e conseguir pontuação suficiente para serem aprovados na disciplina. Além de completar os conteúdos do Blog, deverão responder por escrito o questionário de Auto-Avaliação de Propostas. As respostas deste questionário deverão estar postadas no Blog.
A entrega será automática, o professor acessará o Blog às 20h do dia 18/12 e fará a re-avaliação dos conteúdos que estiverem postados e online naquele momento.
NOTAS
As notas detalhadas se encontram nas seguintes planilhas;
PLANILHA DE NOTAS FINAIS
planilhas de avaliação de cada professor;
Angela
Ciça
Marcelo
Felipe
Simone
domingo, 6 de dezembro de 2009
+ blogs
Anna Luiza - http://cicloviasobretrilho.blogspot.com/
Sofia Trópia - http://projetorocagrande.blogspot.com/
Camila Pessotti - http://bibliotecarg.blogspot.com/
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Blogs enviados na terça-feira (orientação Simone Cortezão)
Rogério Vieira: http://www.estacaocomercial.blogspot.com
Telma Tarlley: http://www.lixotuboemrocagrande.blogspot.com
Blogs enviados até 3a feira (orientação com Felipe)
Vivianne Marine - http://bibliotecapublicarg.blogspot.com/
Annelisie Andrade - http://projetoagualimpa.blogspot.com
Júlia Oliveira - http://projetosemear-te.blogspot.com/
Carolina Sobrinho - http://jabuticando.blogspot.com/
Lílian Melgaço - http://estdigital-rocagrande.blogspot.com/
Ricardo Cabral - http://icop-izabelahendrix.blogspot.com/
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Blogs recebidos até 2af
2- Samuel Coutinho - http://circocaminhodaroca.blogspot.com/;
3- Raphael Machiavelli - http://postodesauderocagrande.blogspot.com/;
4- André Miranda - http://www.funildaroca.blogspot.com/;
5- Thiago Freitas - http://projetorepartido.blogspot.com/;
6-Rafaela Jardim - http://pracadesantoantonio.blogspot.com/;
7- Luana Lima - http://www.acessonasruasderocagrande.blogspot.com/;
8- Carolina VIvas - http://projetoartpalmas.blogspot.com/;
9- Matheus Riverti - http://www.projetoarquitetar.blogspot.com/;
10-Ana Caroline Fonseca- http://culturarocagrande.blogspot.com/;
11- Danielhe Delmaschio - http://dani-delmaschio.blogspot.com/;
12 -Telma Tarlley - http://lixotuboemrocagrande.blogspot.com/;
13- Rogério Vienra Costa - http://estacaocomercial.blogspot.com/;
14- Sandro Ferreira - http://ectrocagrande.blogspot.com/;
15- Lilian Melgaço - http://www.estdigital-rocagrande.blogspot.com/;
16- Anderson Pereira - http://estacaodigital.blogspot.com/;
Banca Atelie integrado III - dia 1/12
- Receber uma avaliação crítica de outro professor da disciplina;
- Ser avaliado pelo professor quanto a coerência dos produtos escolhidos por cada um de vocês para apresentar a sua proposta de intervenção. Ao avaliar os produtos, vamos observar: 1. se os instrumentos de representação são suficientes para apresentar a idéia. 2. se a apresentação da idéia é clara e não deixa dúvidas.
Os objetivos da banca também são critérios de avaliação do trabalho final que deverá ser entregue na próxima semana, dia 9/12.
Organização das Bancas;
Grupos de orientação, respectivas salas onde ocorrerão as bancas e professor que fará avaliação e crítica dos trabalhos;
- grupo do prof. Felipe Magalhães, sala 1303, avaliador: prof. Frederico Canuto
- grupo da profa. Simone Cortezão, sala 1101, avaliador: prof. Felipe Magalhães
- grupo da profa. Angela Bertazzo, sala 2201, avaliador: profa. Simone Cortezão
- grupo do prof. Marcelo Maia, Atelie prédio 7, avaliador: profa. Angela Bertazzo.
Obs:
horário das bancas 19 às 21h;
teremos projetor multimídia (datashow) em todas as bancas/salas;
os alunos que não possuem seus blogs de trabalho final listados no blog do Atelie Integrado 3, deverão trazer seus respectivos blogs, já carregados em seus notebooks. pode ser que a internet não funcione na hora da banca e não seja possível acessar os blogs on-line.
Os blogs que estão listados no site do Atelei Integrado 3, serão baixados pelos respectivos professores coordenadores e levados em cópia/arquivo no computador do professor como garantia caso a internet não funcione.
sábado, 28 de novembro de 2009
Gerenciando a Mobilidade nas cidades
Paso abaixo o link de uma reportagem veiculada no Programa Bom Dia Brasil sobre as estratégias de Estocolmo para gerenciamento da mobilidade e contenção dos congestionamentos.
Achei muito interessante e complementar à entrevista com o Prefeito de Bogotá postada há alguns dias pelo Prof. Marcelo. Façam bom proveito.
Att. Ângela Bertazzo
http://g1.globo.com/bomdiabrasil/0,,MUL1392923-16020,00-PEDAGIO+E+TRANSPORTE+SOLIDARIO+TIRAM+CARROS+DAS+RUAS+DE+ESTOCOLMO.html
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
DIAGRAMAS
no blog: http: //urbanidades. arq.br procure a matéria "Esquemas conceituais em Projetos de Urbanismo". A matéria é umm comentário sobre o livro landscape graphics, e apresenta vários exemplos de diagramas muito úteis, principalmente para quem está projetando áreas externas.
Um abraço, Ângela Bertazzo
RESTAURANTES POPULARES
www.ieham.org/html/docs/Manual_Programa_Restaurantes_Populares.pdf
Façam bom proveito.
Att. Ângela Bertazzo
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Recursos Hídricos de Roça Grande
Aproveitamento de Resíduos da Construção Civil
http://tvecologica.wolrdpress.com/200806/13/residuos-da-construcao-civil-e-demolicao/
O processo apresentado dispensa britagem e, consequentemente o isolamento da área em relação ao centro da cidade.
Aproveitem.
Bjs. Ângela Bertazzo
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Auto-Avaliação das Propostas
Entrevista Enrique Peñalosa
Numa cidade avançada, ricos usam o transporte público.
Para Enrique Peñalosa, prefeito de Bogotá de 1998 a 2001 e responsável por iniciar a
implantação do Transmilênio, sistema de ônibus rápido, nenhum transporte público resolve o problema do trânsito se os carros não forem retirados das ruas. Em São Paulo para o Urban Age, conferência internacional sobre urbanismo que acabou ontem,Penãlosa,
que hoje atua como consultor, falou à Folha sobre a importância de uma boa calçada e de um transporte público eficiente e disse que a cadeira de rodas é a melhor máquina de planejamento urbano. (por MARIANA BARROS)
FOLHA - O que faz uma boa cidade?
ENRIQUE PEÑALOSA - Jan Gehl [urbanista dinamarquês que defende que as cidades priorizem ciclistas e pedestres] diz que é aquela em que os moradores têm vontade de sair de casa, estar nas ruas -não no shopping. Uma cidade tem de ser boa para as pessoas mais vulneráveis: crianças, cadeirantes, idosos, pobres, ciclistas. Transporte não faz ninguém feliz, é apenas necessário, como água potável. Mas se há um parque, isso faz as pessoas felizes. O desafio é criar a cidade para as pessoas, e não para os carros.
FOLHA - Que coisas melhoram a vida urbana?
PEÑALOSA - Os parques são algo necessário ou um luxo? Acho que as pessoas precisam, sim, de um espaço desses, não para sobreviver, mas para serem mais felizes. Todos em São Paulo jogam bola. Por que não há campos ou quadras públicas?
“Podemos medir a qualidade de uma cidade apenas julgando o espaço dedicado ao direito à brincadeira. Certamente aqui está uma das razões associadas à violência. Na semana passada ocorreu, em São Paulo, um encontro sobre o futuro das metrópoles, organizado pela London School of Economics, em que, entre outros assuntos, se discutiu a segurança. Foi exibido o caso de Medellín, na Colômbia, que chegou a ser o lugar mais violento do planeta, com 368 mortes por 100 mil habitantes. Só para comparar, note que, neste ano, o índice de assassinatos na cidade de São Paulo gira em torno de 13 por 100 mil habitantes e não nos sentimos seguros. Além, claro, de ações policiais e de infra-estrutura, Medellín criou praças, parques e ciclovias. Abriram-se as escolas nos finais de semana e se montou uma rede de monumentais bibliotecas que mais parecem parques de diversão. Tudo isso se converteu no prazer da convivência e da descoberta que, em essência, significa brincar. O índice de assassinatos em Medellín baixou,neste
ano, para 25 por 100 mil.” (GILBERTO DIIMENSTEIN, Brincar faz bem à saúde, Folha de São Paulo, domingo, 7 de dezembro de 2008.)
FOLHA - O que caracteriza uma cidade avançada?
PEÑALOSA - Temos uma idéia de que progresso é ter mais pessoas usando carros, mas nas cidades mais avançadas do mundo, como Zurique, na Suíça, ou Tóquio, no Japão, as pessoas quase não usam automóvel. Uma cidade verdadeiramente avançada é aquela em que os ricos usam transporte público, caminham e vão a parques. O contrário disso é quando os ricos usam helicópteros, vão a clubes fechados, a shoppings, moram em condomínios. Avanço é o que acontece no Central Park, em NY, onde 50 bilionários andam ao lado de pessoas que nem sabem onde vão dormir naquela noite.
FOLHA - Como fazer isso?
PEÑALOSA - Precisamos de segurança, diminuir a criminalidade. Agora, para fazer com que as pessoas usem transporte público é preciso restringir o uso de carros. Muita gente em SP tem carro, mas usa metrô. Não é porque adoram o metrô, mas porque é mais rápido, não precisa estacionar. De um lado, é preciso melhorar o transporte público; de outro, é preciso restringir o uso de automóveis. Há varias maneiras de se fazer isso. O rodízio é uma delas. Nenhum transporte público do mundo acaba com oscongestionamentos. A única maneira é restringir o uso de carros. Tem de haver restrições a estacionamentos, sobretudo nas ruas. Outra forma é criar uma taxa, como em Londres, ou rodízio, como em SP e Bogotá.
FOLHA - Deve-se combater o carro?
PEÑALOSA - Não estou falando de restringir a compra, de colocar taxas na compra. É bom que as pessoas tenham carro, para poderem viajar, sair à noite. Elas só não devem usá-lo nas horas de pico. Vamos cobrar pelo uso, não pela aquisição. Ou cobrar mais caro pelo combustível. Gasolina no Brasil deveria custar três vezes mais, e o dinheiro arrecadado deve ser investido em transporte.
FOLHA - É preciso optar entre carros ou pessoas?
PEÑALOSA - É possível medir a democracia analisando como o espaço público é distribuído entre pedestres, ciclistas, ônibus e carros. Quanto mais tender para os primeiros, mais democrática será. É uma questão política, não há nada técnico nisso. Se houver mais espaço para carros, haverá mais carros; menos espaço, menos carros. As cidades ricas, há 15 anos, decidiram não fazer mais vias para melhorar o trânsito.
FOLHA - A piora é porque a população está crescendo?
PEÑALOSA - Não. Pode parecer que fazer mais estradas melhora o trânsito, mas isso não é verdade. Você conhece uma única cidade do mundo que tenha resolvido o problema do trânsito fazendo vias maiores? Não há. Nos EUA, apesar das estradas gigantescas, o trânsito piora a cada ano. O que gera o trânsito é o número de viagens que cada automóvel faz e as distâncias que percorrem. Construir túneis e viadutos só faz com que os carros vão mais longe e façam mais viagens. Nos primeiros anos, isso alivia o trânsito, como já ocorreu em SP. Depois piora de novo.
FOLHA - É uma questão cultural?
PEÑALOSA - Sim. A classe média, que tem carro, só quer mais espaço para os carros. Vão do estacionamento do prédio ao estacionamento do escritório, ao estacionamento do shopping, ao estacionamento do clube e podem passar meses sem andar em um quarteirão. A única coisa que querem do governo é polícia e rodovias. Querem metrô não para usar, mas porque querem que os ônibus vão para o subsolo. Não querem que o ônibus tire o espaço dos carros.
FOLHA - É melhor investir em ônibus ou em metrô? PEÑALOSA - Em SP, há três vezes mais gente usando ônibus do que metrô; é muito mais prático e barato. Londres, para 10 milhões de habitantes, tem 1.850 km de metrô. Proporcionalmente, SP, que tem 20 milhões, teria de ter 3.700 km de metrô [Grande SP tem hoje 322 km de transporte urbano sobre trilhos]. Ainda assim, Londres desloca 1 milhão a mais de pessoas em ônibus do que em metrô. Mesmo com metrô, é preciso um bom sistema de ônibus. A linha amarela que está sendo construída custa mais de US$ 150 milhões por km. Cada passageiro custa US$ 1,50. O Transmilênio custa US$ 10 milhões por km e cada passageiro, US$ 0,50. Leva 45 mil passageiros por hora por direção. Não estou dizendo que é melhor ou pior, mas é bom o suficiente.
FOLHA - E as calçadas?
PEÑALOSA - Calçadas são parte do sistema de transporte, porque a jornada começa quando saímos de casa. Uma calçada boa é símbolo de que o cidadão que caminha tem o mesmo valor de outro que tem um carro de US$ 30 mil. É símbolo de democracia. O que diferencia uma cidade boa de uma ruim é a qualidade das calçadas. As de SP estão muito melhores agora do que há dez anos, principalmente nas áreas mais centrais. Se eu pudesse, amarrava o secretário de Planejamento numa cadeira de rodas e diria: vá andar pela sua cidade! Uma cadeira de rodas é a máquina do planejamento urbano.
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Considerando os conceitos e perspectivas do texto acima e associando-os aos conceitos desenvolvidos ao longo do semestre1 pelo Ateliê Integrado 3, responda às mesmas questões da Folha feitas ao prefeito de Bogotá contextualizadas à sua proposta.
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1. Como seu projeto contribui para fazer uma boa cidade?
2. Que coisas no seu projeto melhoram a vida urbana?
3. Seu projeto contribui para caracterizar uma cidade avançada?
4. A sua proposta tende a optar por carros ou pessoas?
5. Sua proposta interpreta uma questão cultural?
6. E as calçadas?
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Conceitos desenvolvidos pelo Atelie 3 ao longo do semestre:
Comunidade
Rotina | Cotidiano
Experimentar | vivenciar espaços urbanos
Água
Lazer (Parque)
Agricultura Urbana
Mercado
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009
PLANO DE DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO | CRONOGRAMA
Atelie Integrado III – A Comunidade
http://atelie3.lddl.org | http://atelieintegrado3.blogspot.com
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4a Etapa – INDIVIDUAL
40 pts
Etapa 4.1 - Prova Escrita/Banca Intermediária
Etapa 4.2 - Trabalho Final
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forma de apresentação
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- Criar um blog com o nome da sua proposta de intervenção. Por exemplo, se o nome do seu projeto é “Águas Furtadas”, seu blog será: http://aguasfurtadas.blogspot.com.
- No título do Blog, coloque o nome do projeto: “Águas Furtadas” e no subtítulo uma breve descrição da proposta de intervenção. Uma linha. Como por exemplo: “águas furtadas é um sistema público e comunitário de captação, armazenamento e distribuição de água de nascentes e de chuva abastecendo continuamente fontes e pscinas públicas inseridas pequenas áreas de lazer construídas em quintais, becos e encostas de Roça Grande – Sabará.”
- Todos os produtos comuns e específicos deverão estar publicados no Blog.
desenvolvimento de uma proposta de intervenção
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- Intervenção arquitetônica e urbanística envolvendo o estudo e o reconhecimento do espaço vivido pela comunidade de Roça Grande - Sabará, considerando procedimentos projetuais que respondam à demanda por um equipamento de uso coletivo e espaço aberto de uso público, analisando relações simbólicas, relações entre público e privado, interior e exterior, relação entre o edifício e o entrono, hierarquias. Tema e local de intervenção escolhidos pelo aluno. Trabalho individual
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PLANO DE DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO | CRONOGRAMA DE ATIVIDADES SEMANAL
[liste aqui seu plano e cronograma]
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PRODUTOS ESPECÍFICOS [vídeo-arte, animação, documentário, ensaio fotográfico, colagens, gravuras, fotomontagens, perspectivas, 3D, animação 3D, maquete, estória em quadrinhos, diagramas e mapas elaborados, plantas e cortes do edifício, outros...]
[liste aqui seu plano e cronograma]
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PRODUTOS COMUNS:
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(1). Texto de apresentação da proposta
· explicar a intenção do projeto;
· explicitar quem é atendido, qual o público alvo da proposta;
· explicar a idéia justificando a sua relação/contextualização com as rotinas/cotidiano da comunidade envolvida;
· LUGAR – explicitar onde a proposta será executada;
· explicitar a forma de execução, quem será o empreendedor, qual a fonte de recursos, explicar a sustentabilidade sócio-econômica da proposta.
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(2). Situação (em Roça Grande)
· indicar o(s) local(is) de intervenção;
· adicionar informações que justifique a escolha do LUGAR;
· indicar pontos, lugares, caracteristicas físicas de Roça Grande que ilustrem o que foi explicado no texto da proposta;
· fotos de Roça Grande que ilustrem o texto da proposta.
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(3). Implantação (o terreno, o lote, o local de intervenção)
· indicar com legenda as intervenções
· mostrar o tratamento das areas externas
· especificar o tratamento/uso de áreas
· fotos do LUGAR.
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(4). Diagramas
· diagramas que expliquem a proposta assim como os diagramas estudados e praticados no Atelie Integrado e em Arquitetura 3 (MVRDV – Meta City/Datatown, MVRDV Costa Iberica, Manuel Gausa – Sociópolis) – mínimo 2 diagramas.
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(5). Visualizações
· visualizações dos espaços, das atividades e das intervenções da proposta.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Grupos de orientação
Letícia Caldeira, Ana Carolina Coutinho, André Miranda, Bernardo Diniz, Camila Almeida, Carolina Magalhães, Déborah Travassos, Francilene Guimarães, José Sandro Ferreira, Marcos Todorov, Patrícia Pereira, Raphael Menezes, Samuel Coutinho, Thiago Freitas
Marcelo:
Rodrigo Ribeiro, Ana Caroline Moura, Arlindo Coelho, Bruna Góis, Carlos Hartl, Cleide Maia, Fabiana Pereira, Giovana Gatti, Júlio Faria, Juliano Carvalho, Maria Virgínia Naves, Rafaela do Prado, Romeu Faria, Sophia Lamounier
Felipe:
Anna Luíza Souza, Annelisie Andrade, Bobes Abel, Camila Pessotti, Carolina Sobrinho, Dione Queiroz, Frederico Melo, Júlia Oliveira, Lílian de Souza, Marcos Rodrigues, Patrícia Brito, Ricardo Cunha, Sofia Trópia, Vivianne Freitas
Simone:
Bárbara Ribeiro, Anderson Bueno, Camila Silva, Carolina Vilela, Danielhe Duarte, Fernanda Mayer, José Alves, Larissa Miranda, Luana Lima, Paloma Braga, Rafaela Jardim, Rogério Vieira, Telma Oliveira Pinto, Matheus Rivetti
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Avaliação Seminário sobre Agricultura Urbana
a) Que a agricultura urbana faz parte de um ciclo logístico de abastecimento urbano, onde produção, distribuição e consumo se integram para a democratização do acesso aos produtos agrícolas;
b) A agricultura urbana pode ser projetada como trabalho comunitário para garantir o fomento à segurança alimentar em comunidades carentes, em mutirão e/ou trabalho voluntário;
c) A agricultura urbana pode ser projetada como equipamento urbano de luxo (produzir o seu próprio alimento com mais qualidade);
d) A agricultura urbana pode ser projetada como geração de renda (pontos de trabalho de cultura livres para venda de produtos em feiras livres);
Dos projetos apresentados identificamos os seguintes pontos fortes:
a) Identificar espaços que tradicionalmente já são usados como pontos de comercialização de alimentos foi uma boa estratégia, fortalecendo a identidade da proposta ( Foi o caso do Mercado Central no Big Maracujá e na Horta Virtual);
b) O uso de técnicas de “produção Limpa” ( principalmente hidroponia e compostagem) em áreas urbanas consolidadas conseguiu diminuir o impacto da intervenção, integrando atividades pré-existentes e a nova atividade de produção de alimentos;
c) O uso da internet foi usado adequadamente, mesmo que apenas como divulgação de produtos, ou como e-comerce para potencializando todo o processo, captando clientes, promovendo a cultura do negócio – cursos e informações e divulgando produtos;
d) Outro potencializador das propostas foi integrar a produção de alimentos com os programas públicos de merenda escolar ou com restaurantes no entorno, estabilizando a demanda de produtos (proposta Fome zero, saúde+; sacolão no estacionamento; vinícola + hotel; projeto vida verde);
e) Aproveitamento de edificações sub-utilizadas para a produção ( fachada do JK; teto mercado central; Ed. Balança mais não cai; canteiros centrais de avenidas);
Agora os pontos fracos:
a) Pouco questionamento sobre a logística de abastecimento, que também pode ser uma oportunidade de projeto. A não ser pela produção de alimentos em si, as demais atividades parecem não ter sido questionadas, como o transporte e distribuição de produtos, os insumos como adubo, água e sol disponíveis, e a organização da produção em si (turnos, cooperativas, tipo de associação, etc.);
b) Pouco envolvimento no design/projeto e inovação do mobiliário/equipamentos/utensílios a serem utilizados nos processos da produção à venda;
c) A escolha mais frequente se deu por equipamentos de consumo de luxo;
d) Em alguns casos a internet parece timidamente, como um adereço, apenas para constar, e não como mediação da produção. O potencial desta ferramenta é maior do que foi apresentado;
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Propostas de Intervenção (TP01 + TP02) - 15 pts
> Organização: Mesmo grupo da Etapa 2 - Oficinas
- Proposta 01 apresentação dia 21/10 às 21h
- Proposta 02 apresentação dia 28/10 às 21h
- Prova Escrita dia 03/11 às 19h
Avaliação Seminário 4: Mercado
Seguindo a ordem das apresentações, o primeiro foi o grupo da Camila Ester e da Giovana, propondo uma ampla intervenção sobre a Praça Sete em Belo Horizonte, com túneis retirando todo o trânsito de veículos da superfície e dedicando 100% do espaço das ruas aos pedestres. A idéia das ruas exclusivas ao pedestre me agrada enormemente, apesar da escala da intervenção necessária para tal ser neste caso um tanto exagerada para os propósitos – em termos de planejamento (o que não retira nenhum mérito da proposta, no quadro dessa disciplina especificamente); além do que, o fato dos carros passarem por baixo apenas retira sua circulação de vista, não criando nenhum desincentivo ao seu uso, pelo contrário, resolve temporariamente o problema do trânsito e incentiva as pessoas a saírem de carro. A genial idéia de reativação dos bondes (que também foi pensada pelo grupo que propôs uma intervenção no Barro Preto) é um excelente complemento à diretriz de se fortalecer o mercado ao ar livre, e de criar uma ambiência propícia para tal, fazendo renascer uma pequena marca registrada da BH antiga, da rua da Bahia e do viaduto Santa Tereza dos poetas da geração de Drummond e depois de Fernando Sabino e companhia. Outro destaque é a diretriz de arborização em larga escala proposta pelo grupo, que também contribui para este ambiente urbano onde a fruição da própria rua, tornada espaço de convívio e encontro (e não somente de passagem, onde ela é encarada como obstáculo), se torna um objetivo central do desenho urbano de hoje – justamente em função da urgência de se resgatar o espaço público do predomínio atual do trinômio automóvel – shopping Center – grande condomínio residencial hermético (seja fora da cidade ou não). A referência à rua 24 horas de Curitiba é bastante interessante, mas não leva em conta que ela (que se parece bastante com as passagens parisienses mostradas na aula sobre o mercado, que são as origens do Shopping Center moderno) cria um espaço monofuncional, mesmo gerando movimento em seu entorno, retira a oportunidade do comércio se localizar de forma mais pulverizada nas ruas junto ao uso residencial e institucional. A única ressalva a respeito da proposta é que o mercado não aparece das três formas que o exercício pede (não foram pensados os 3 usos mistos nas edificações).
A segunda intervenção proposta foi a do grupo do Romeu e do Bobes, na área do entorno da esquina da Av. João Pinheiro com a Rua Aimorés. É uma excelente proposta, bastante pertinente no momento, tendo em vista a transformação que o circuito cultural da Pça da Liberdade vai gerar em seu entorno, e o fato de que hoje esta é uma área que fica bastante esvaziada nos domingos, pedindo para ser apropriada justamente nos termos propostos pelo exercício (considerando que o esvaziamento é muito ligado à ausência de usos diversificados naquela área – ou à total predominância de um uso sobre os demais, como é o caso do centro do Rio de Janeiro, que é tão completamente dominado pelo uso institucional, governamental e de escritórios que só funcionam durante a semana que os demais usos (com exceção do cultural, mas que é muito pontual) ficam completamente sujeitos ao movimento gerado de segunda a sexta por empregados destas atividades. Este tipo de intervenção, que é uma espécie de Shopping Center ao ar livre, com ruelas sem carros entre os espaços comerciais com usos culturais diversos (espaços para shows etc.) tem sido adotada em algumas cidades européias – como é o caso da Potsdamer Platz em Berlim ou o Canary Wharf em Londres, que são áreas que abrigam projetos de grandes arquitetos e que geram um montante mais ou menos semelhante de renda imobiliária e de críticas aos seus incorporadores (devido aos efeitos de expulsão dos antigos moradores em função da valorização do entorno – a chamada gentrificação). A inserção da Praça da Boa Viagem no projeto cria um elemento adicional na sua apropriação pela população, também contando positivamente. Se os edifícios propostos pela intervenção forem de fato destinados a usos diversos (escritórios e apartamentos) e a questão da mobilidade for abordada de forma inteligente esta seria uma área interessantíssima, contribuindo muito com esta zona de transição entre o centro e a Savassi na qual ela se insere.
O diagrama apresentado pelo grupo da Ana Caroline propõe uma intervenção numa área vizinha ao Centro Administrativo de Minas Gerais (CAMG) em construção, justificada pelo crescimento em curso dessa região. Seria um tipo de ocupação muito positiva na região, que anuncia um descompasso enorme entre o CAMG e seu entorno, bastante ocupado por áreas de urbanização mais precária – ajudando a criar um balanço na região. O projeto traria usos diversos para a área, servidos por um bonde e uma ciclovia, e abrigaria um shopping, uma cooperativa e alguns conjuntos habitacionais. Apesar da diversificação de usos se manifestar na escala do projeto como um todo, falta uma pulverização em menor escala (da edificação individual, da rua e da quadra) desta mistura de usos, o que por sua vez criaria um espaço mais amigável ao pedestre – o que é o extremo oposto do CAMG, um espaço hermético, cercado por áreas verdes por um lado e por uma via de alta velocidade por outro (o que contribuiria com o balanço citado acima). A quebra com a malha ortogonal proposta pelo grupo é muito interessante (estética e ambientalmente, criando ruas mais confortáveis), e é um ponto pouco explorado de forma geral, em função dos custos infra-estruturais mais altos.
O quarto grupo (da Vivianne e do Samuel Coutinho) a apresentar foi a excelente idéia do bairro criado “do zero”, num formato em círculo, com uma praça central (que é genial, por criar um espaço de convivência que abrange toda a área) e usos diversos espalhados ao longo de suas quadras. Assim como o grupo anterior, rompe-se com a mesmice da malha ortogonal, mas a primeira observação a se fazer aqui é que as quadras ficaram muito compridas, sobretudo nas porções exteriores do círculo. Este é um ponto que a Jane Jacobs reitera em seu livro “Morte e vida das grandes cidades”, que quadras menores são sempre benvindas, por gerarem maiores possibilidades de caminhos alternativos (e mais curtos para aqueles que precisam chegar até a metade da quadra), e por criarem esquinas adicionais, que são pontos de encontro entre fluxos diversos. Gostei muito da idéia de se pensar em estimativas de população a partir das tipologias de ocupação (talvez se o Lúcio Costa tivesse feito esse exercício o problema das cidades satélite em Brasília seria um pouco menos grave). Esta é uma proposta que se destaca por ser bastante completa (considera a auto-suficiência que o exercício pedia) e coerente em suas partes.
A idéia do Mateus pensa o mercado na cidade de forma distinta dos demais grupos. Cria um esquema de compras via internet pensando as necessidades da cidade como um todo (“atende muito mais que 16 quadras”), e considera a inserção do mercado de forma descentralizada na cidade a partir de um sistema de distribuição de bens e serviços aos domicílios (entrega ou busca). É um exercício de se pensar o consumo e a distribuição espalhados no espaço urbano (de forma bastante sustentável e considerando o transporte de forma indireta) sem necessariamente pensar e planejar a concretude deste espaço como o exercício propunha. Não por isso deixa de ser uma intervenção urbanística, apesar de não propor alterações no ambiente construído da cidade.
A excelente proposta do bairro da Graça (grupo da Luana Lima) parte do pressuposto de que trata-se de um bairro antigo, com uma grande população de idosos e muito pouco comércio. A partir desta avaliação inicial, propõe uma série de usos não-residenciais espalhados numa área pré-determinada para tal, sendo que estes usos são espalhados por esta região e interligados através de um traçado de ônibus também pensado de forma integrada com eles. O grupo inova ao propor uma forma de modulação flexível para mercados, que mudam de acordo com o uso pensado, e são integrados a bicicletários. Um diagnóstico inicial preciso para uma proposta simples, concisa e ajustada às necessidades da população local.
A idéia de diversificar o espaço do mercado no Barro Preto na intervenção do grupo da Carolina Magalhães pretende fazer com que a área deixe de se concentrar no setor da moda. O acerto em inserir outros usos de outros setores do próprio comércio se deve ao fato de que outros públicos serão atraídos à região, gerando inclusive uma complementaridade entre a moda e estes novos mercados consumidores (nos serviços, ou em restaurantes, por exemplo – como ocorre nos próprios Shoppings, de forma positiva), ou seja, o consumidor não vai mais à área em busca somente de um produto específico. Como colocado no primeiro grupo, a idéia de trazer o bondinho de volta à cena é excelente, devolvendo parte da ambiência do que era a cidade em meados do século passado de forma mesclada a sua lógica atual. Os toldos cobrindo as calçadas são outro aspecto interessante, que geralmente é aplicado de forma desorganizada, sem uma adequação entre os lojistas individuais, e que padronizado gera um outro efeito estético interessante e que contribui também para tornar estes locais mais agradáveis (assim como a arborização).
A proposta do grupo do Anderson e do Carlos, inspirada na rodoviária de Goiânia, traz a idéia de um rodo-shopping, pensado em função da eventual mudança da rodoviária de Belo Horizonte para o Calafate. O transporte é pensado de uma forma muito interessante, através do acesso direto ao metrô e a ciclovias que passariam pelo local (com o apoio de bicicletários), e o uso comercial é pensado tendo em vista a quantidade de usuários que serão atraídos ao local. Apesar do aspecto positivo de se unir o uso comercial ao uso direto da rodoviária, trata-se de um espaço que interage pouco com seu entorno, e onde o uso residencial está completamente ausente (contribuindo para concentrar o uso residencial em pequenas porções da cidade), o que não cria a forma de ambiência de usos diversificados proposto pelo exercício.
O vídeo feito pelo grupo da Carolina Sobrinho no Mercado Novo propõe uma leitura subjetiva de um mercado de Belo Horizonte em decadência. Faz um diagnóstico sensorial do que é o espaço do mercado na cidade, e sua multiplicidade de eventos, de sons, de imagens, de experiências (no caso específico do Mercado Novo trata-se do extremo oposto da pasteurização destes elementos que ocorre no vizinho Diamond Mall – no vídeo o que se percebe é um espaço caótico, de apropriações e experiências diversas, longe de ser enquadrado numa ordem estética pré-determinada). Na minha percepção o vídeo traz consigo uma proposta (não declarada) ligada ao grande potencial daquele local. Cartesianamente falando, fica faltando justamente este exercício objetivo na forma de uma proposta, que seria interessantíssimo a partir do bom retrato subjetivo tirado pelo vídeo, e bastante complementar a este.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
O projeto final do atelie integrado 3 é = Parque + Agricultura Urbana = The High Line ?

Recentemente foi inaugurado uma intervenção urbana em NY chamada "The High Line" Foi um processo que se iniciou em 2004 por meio de uma organização comunitária sem fins lucrativos de designers, arquitetos, paisagistas, artistas, urbanistas, moradores locais, ..., enfim, gente que olha para a cidade onde vive e se preocupa com ela buscando faze-la melhor. http://blog.thehighline.org/
Esta organização conquistou o direito de uso de uma área abandonada. (um ramal ferroviário elevado que cortava os bairros do sudoeste da ilha de Manhatham) Esta comunidade, levantou recursos para organizar um concurso internacional de arquitetura e paisagismo (agricultura) e executar projetos vencedores de James Corner Field Operations (landscape architecture) and Diller Scofidio + Renfro (architecture). Atualmente, esta mesma organização é responsável por manter este parque urbano em NY com uma média de 25,000 visitantes/dia em parceria com a prefeitura. A organização arca com 70% dos recursos necessários e a prefeitura com o restante. Trata-se de uma organização comunitária, sem fins lucrativos, com a finalidade de promover espaços públicos, intervenção urbana, auto sustentável econômica e culturalmente em parceria com o poder público.
Alguma semelhança com o tema de algum Atelie Integrado?
http://www.thehighline.org/
"High Line" é uma nova forma de ver a cidade, algo que inspira otimismo para o futuro de uma cidade sustentável e agradável. Ela nos mostra como a Arquitetura, o Paisagismo, o Design e a Agricultura podem atualmente mudar a forma como as pessoas atuam nos espaços públicos/privados.
Sobre a organização comunitária "Friends of Th High Line", texto extraído de: http://blog.thehighline.org/friends-of-the-high-line/
Friends of the High Line works to build and maintain an extraordinary public park on the High Line. We seek to preserve the entire historic structure, transforming an essential piece of New York’s industrial past. We provide over 70 percent of the High Line’s annual operating budget and are responsible for maintenance of the park, pursuant to a license agreement with the New York City Department of Parks & Recreation. Through stewardship, innovative design and programming, and excellence in operations, we cultivate a vibrant community around the High Line.
Friends of the High Line is the non-profit, private partner to the New York City Department of Parks & Recreation. Friends of the High Line works with the City to make sure the High Line is maintained as a great public place for all New Yorkers and visitors to enjoy. In addition to overseeing the maintenance, operations, and public programming for the High Line, Friends of the High Line is currently working to raise the essential private funding to help complete the High Line’s construction and create an endowment for its future operations.
Friends of the High Line was founded in 1999 by two neighborhood residents, Joshua David and Robert Hammond. The 501(c)(3) non-profit advocated for the High Line’s preservation when the structure was under threat of demolition. Friends of the High Line successfully worked with the mayoral administration of Michael Bloomberg and the New York City Council to reverse a City policy favoring demolition to one ensuring the High Line’s preservation through the federal Railbanking program. Friends of the High Line also spearheaded the design process for the High Line’s transformation to a public park, partnering with the City of New York on an international design competition that eventually selected the team of James Corner Field Operations (landscape architecture) and Diller Scofidio + Renfro (architecture).
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Animações, Stopmotion e Vídeos para Arquitetura
Catwalk - Black Cat Crossing from no name party on Vimeo.
Grupos de Animações do VIMEO
http://www.vimeo.com/groups/animi
Grupos de Stop Motion do VIMEO
http://www.vimeo.com/groups/smo
Grupos de Arquitetura + Animação no VIMEO
http://www.vimeo.com/groups/anp598
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Le Grand Paris
http://blog.controversia.com.br/2009/03/28/paris-21/
http://legrandparis.org/
Vale a pena dar uma olhadinha nos diagramas que justificam a proposta do MVRDV.
http://legrandparis.org/sites/default/files/equipes/synthese_mvrdv_chantier_1.pdf
http://sciencestage.com/v/2553/mvrdv-vision-for-grand-paris:-pari(s)-plus-petit-(animation-by-wieland.html
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Urban Age - Academia de Boxe
Urban Age :: The Overpass from OutrosFilmes on Vimeo.
http://www.urban-age.net/10_cities/08_saoPaulo/_videos/SA_Films/index.html
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
PARQUES URBANOS
Parques urbanos talvez seja o tema mais difícil de ser trabalhado num curso de arquitetura, já que sempre estamos programando ações e rotinas, o ideal de vida feliz é sempre organizado pelos arquitetos. No texto Animações Culturais, Vílem Flusser aponta que estamos condicionados ou em função de uma programação desenhada. E na maioria das vezes por quem? Por nos arquitetos!
Estou falando de uma falta de liberdade, de uma cidade disciplinar. E são nesses exercícios muitas vezes simples e despretensiosos que fica claro nosso repertório disciplinar, até mesmo quando tentamos pensar livremente o deleite, o prazer, o nada fazer!
O artista Robert Smithson define bem a idéia de parque, aponta precisamente um pensamento muito recorrente em projeto de parques como idéia cênica e pintura, ideal de perfeição.
"Objetos em um parque sugerem repouso estático em vez de qualquer dialética permanente. Parques são paisagens para a arte final. Um parque carrega os valores do final, o absoluto e sagrado. A dialética não tem nada a ver com essas coisas. Estou a falar de uma dialética da natureza que interage com as contradições inerentes às forças físicas naturais como elas são - a natureza como os de sol e de tempestade. Os parques são idealizações da natureza, mas a natureza na verdade não é uma condição do ideal. A natureza não procede em uma linha reta, ele é sim um desenvolvimento alastrando. A natureza nunca está terminada. Ao finalizar a obra de escultura século 20 é colocado em um jardim do século 18, ela é absorvida pela representação ideal do passado, reforçando assim os valores políticos e sociais que não estão mais conosco. Muitos parques e jardins são recriações do paraíso perdido ou Éden, e não os sites dialética do presente. Parques e jardins são ilustradas na sua origem - de paisagens criadas com materiais naturais em vez de pintar. Os ideais cênica que cercam até mesmo os nossos parques nacionais são portadores de uma nostalgia de calma bem-aventurança celestial e eterna."
Da mesma maneira que a natureza não procede em linha reta, nosso comportamento também não. Pensar que a natureza ainda não está terminada também nos faz pensar numa paisagem que pode conter nela o descontrole, e talvez aí esteja a potencia para se pensar parque urbanos, como espaços de deleite, prazer, liberdade e encontros.
Tivemos muitas propostas; desde se pensar uma praia no parque municipal, até a Praça Raul Soares como modelo ideal de parque urbano. O que está por trás disto?
Cada estudante após todas as apresentações consegue visualizar o potencial ou não de cada proposta?
Que tipo de passo conseguimos dar pensando uma organização da Avenida Bernardo Monteiro a partir de mobiliários? Há um desdobramento ou potencial nessa proposta?
E a proposta de equipamentos para o gramado da Boa Viagem? Terá esses equipamentos algo que consiga avançar com nossas experiências espaciais de confinamento em nossos constantes 70m²? Porque são estruturas fechadas? Porque um desenho tão próximo das residências?
Ocupar lotes e rotatórias do centro de Belo Horizonte a princípio parece uma tática para aerar um espaço já tão adensado. Mas porque aerar desocupando? Será possível pensar a partir das falhas das cidades? Dos resquícios? Assim talvez estaremos mais próximos de uma outra maneira de pensar a cidade, por realidades e realizável!
'Tobogã da Contorno' é uma boa proposta para começar a finalizar essa breve consideração, é uma proposta que tenta um caminho paralelo; o vídeo como outro suporte com outras respostas espaciais. Entre as livres movimentações e flutuações; onde elas poderiam estar? Serão flutuações programadas?
Cada proposta de certa forma consegue trazer algo novo, algum desejo de romper com nossos ideais já desenhados. Claro que não foi detalhado aqui minuciosamente cada proposta, o que interessa é o que é potencial na proposta: seja na dúvida, questionamento, qualidade, ou seja para podermos pensar num desenvolvimento diverso, dos muitos olhares sobre o mesmo tema.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Diagramas - Meta Projeto/Metadesign
Metadesign
(por Caio Vassão, pesquisador GPD/FAUUSP)
Inicialmente, metadesign foi área de ensino e pesquisa na FAUUSP. Conta com longa história dotada de interpretações diversas quanto ao seu papel na metodologia de projeto e conceitualização. Desde de sua origem na Escola de Ulm até a biologia de Maturana e Varella, passando ainda pela abordagem da critica sócio-cultural em Virilio, e na apropriação de mercado, com a empresa de mesmo nome, de Spiekerman.
Caio Vassão em sua tese de doutorado, organiza o Metadesign em três abordagens projetuais bastante fecundas na atualidade, cada abordagem contando com muitos praticantes, mesmo que não sob a denominação “Metadesign”:
Níveis de Abstração – adotada da Teoria dos Sistemas e da Filosofia Analítica, apresenta-se como modo genérico e instrumental de lido com a complexidade; relativizada pela Filosofia Pós-Estruturalista, ganha matizes menos
instrumentais, como aquele promulgado por Morin.
Projeto Indireto e Emergência – abordagem de projeto em que os resultados não decorrem diretamente e imediatamente dos esforços criativos, mas passam por circuitos sociais, culturais, tecnológicos e políticos mais amplos, resultando em
entidades relacionadas apenas indiretamente ao esforço inicial; muito praticada nas artes e design gerativos, em que os objetos de projeto são sistemas que em si criam outras entidades, podendo essas mesmas serem outros sistemas; assim
como no urbanismo, em que a legislação urbana é vista como metaprojeto da cidade.
Diagramas e Topologia – desde a década de 1960, sabe-se que o projeto de entidades complexas não pode ser desenvolvido sem a adoção de Técnicas Diagramáticas de visualização de processos, a complexidade o exige; adotar princípios da Topologia e da Teoria dos Grafos é uma abordagem bastante fecunda, desde a Psicologia Transacional, até o Projeto e Gestão de Redes de Telecomunicação.
O Metadesign dispõe uma série de abordagens para o lido com a complexidade. Mas, de maneira mais geral, o termo
Metadesign tende a indicar um viés de considerações ainda assim bastante pertinentes quanto à sociedade tecnológica e da informação. Diversos encaminhamentos de pesquisa são viáveis: desde o mapeamento de conceitos e técnicas diagramáticas de projeto e pensamento, até o projeto por meios computacionais avançados, com produtos derivados da programação e não do desenho. Ainda, áreas com Engenharia Social, Gestão de Projeto, Gestão do Design, Teoria dos Sistemas, dentre outros, têm muito a beneficiar-se do pensamento e projeto norteados pelo Metadesign. Autores como Virilio, Maturana e Varella, Giaccardi, dentre outros, utilizam o termo Metadesign para especificar uma forma de lido com sistemas de grande
complexidade e potencialmente dotados de propriedades emergentes.
Trabalhos Apresentados nos Seminários
Seminário 1 - Águas Urbanas
Seminário 2 - Agricultura Urbana
Seminário 3 - Parques Urbanos
Seminário 4 - Mercado
Os seminários serão avaliados e comentados por cada um dos professores da disciplina, e à partir dos comentários faremos referências aos links de alguns trabalhos indicados acima.
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segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Tema 3 [Parque]
Matéria do Bom dia Brasil - Globo que foi ao ar no dia 13/08/2009 >>>
Revitalização de Coney Island acende polêmica nos Estados Unidos. Atrações históricas darão lugar a prédios luxuosos. Plano é chamado de "nova Coney Island, feita especialmente para a elite".
Pela simplicidade, pelo estilo bucólico, podia ser qualquer pequena cidade do interior, ou do litoral do Brasil. Mas estamos em Coney Island, a 20 minutos da Ilha de Manhattan. A praia é uma das mais populares de Nova York.
“Parece uma cidade interiorana, bem tranquila”, compara um brasileiro.
No verão, é o destino de milhares de pessoas todos os dias. Tem parque de diversões, shows com cobras, barraquinhas com todo tipo de comida. É onde acontece o tradicional campeonato de cachorro-quente, uma disputa para ver quem come mais hot dog.
Toda essa tradição pode estar com os dias contados. A prefeitura de Nova York conseguiu aprovar um plano de revitalização de Coney Island. Isso significa que o estilo popular não vai resistir à pressão do dinheiro e da modernidade. As atrações históricas vão dar lugar a hotéis e prédios luxuosos. O plano já está sendo chamado de "uma nova Coney Island, feita especialmente para a elite".
Os bares e restaurantes vão ser padronizados, a fachada do parque vai ganhar nova roupagem e será construída uma parte coberta, para as atrações de inverno. Os antigos frequentadores reclamam que isso vai transformar Coney Island.
Um homem diz: "Isso aqui sempre foi divertido e a diversão vai ser substituída por dólar”. A mulher se revolta: "Vão empurrar os pobres para fora daqui".
Alguns comerciantes, que venderam parte da área para a prefeitura, discordam. O dono da roda gigante diz que a revitalização vai trazer investimentos, criar empregos e atrair mais turistas com os novos prédios e hotéis.
Outro diz apenas que as mudanças são bem-vindas e que o que não pode é acabar a magia deste lugar: uma ilha de fantasia, cercada pelo progresso.
Links:
http://www.coneyislandhistory.org/
Novos Projetos para Coney Island
http://polisnyc.wordpress.com/2006/11/14/coney-island-holy-st/
http://www.architectsjournal.co.uk/news/daily-news/first-look-grimshaws-new-york-amphitheatre/5202236.article
http://nymag.com/nymetro/realestate/features/14498/
Coney Island
Coney island from robertanderson on Vimeo.
Vídeos Históricos de Coney Island
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Seminário 2 [Agricultura Urbana]
Tema: Agricultura Urbana
local da intervenção: Hipercentro de BH
>>> questão prática >>>
Estruturas de uso misto [Habitação + Produção de Alimentos + Internet(ambientes virtuais)] ou [Produção de Alimentos + Mobilidade + Internet(ambientes virtuais)] ou [Produção de Alimentos + Consumo + Internet(ambientes virtuais)] de grande porte. Intervenções em espaços públicos e privados. Apresentar a intervenção como um produto vendável destinado ao consumo de produtos e bens culturais e materiais. Produtos que atendam ao modo de vida urbano contemporâneo.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Tema 2 [Agricultura Urbana]
Textos artigos e experiências sobre Agricultura Urbana:
http://atelie3.lddl.org/agricultura/
East New York from James Reeves on Vimeo.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
diagramas
http://senseable.mit.edu/currentcity
http://senseable.mit.edu/trashtrack
http://senseable.mit.edu/realtimerome
Presentation by Carlo Ratti on The "real-time city"- the SENSEable City Laboratory at MIT from European Journalism Centre on Vimeo.
SMS during New Years Eve from realtime city on Vimeo.
Rome mobile phone activity from realtime city on Vimeo.
Propostas Individuais - Trabalho Final
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